MORRE A GRANDE MULHER E JUÍZA PATRICIA ACIOLI

Amigos e amigas
 
Estou consternada nesse momento, pois acabei de saber da morte da grande e admirável Juíza Patricia Acioli.
Ela sempre foi, será e estará em nossa memória como  simbolo e ícone positivo de justiça, pois sempre foi uma mulher  ética e solidária. Ao vê-la conduzindo o tribunal do Juri de SG eu tinha a certeza que justiça seria feita, por isso lamento profundamente e confesso que estou um pouco DESESPERANÇADA. quando constato que o egoísmo e a injustiça preponderam.
 Sinto-me abalada com a noticia, pois  sob o comando dessa grande mulher eu tinha a confiança que os julgamentos seriam conduzidos com isenção e ética.
 A Dra Patricia era humana, justa, correta e rígida em defesa do bem. sempre comprometida com os familiares das vitimas que dela esperavam um julgamento sério e justo. Estive com ela recentemente no julgamento da jovem Joseane Monteiro (morta com 18 anos em 2007 pelo ex-namorado), lá eu pude testemunhar a grande mulher que ela era, pude estar próxima e admirá-la quando a vi sentenciar  a 19 anos  de prisão em regime fechado, o rapaz que por motivo torpe retirou a vida dessa jovem moça. Ao escutar a leitura da sentença constarei o compromisso que essa juíza tinha em defesa dos direitos humanos das mulheres, bem como  o quanto repugnava  a possibilidade de  alguém se sentir proprietário de uma mulher, subjugando-a a sua vontade e satisfaçao sexual como se mercadoria fosse.
Ela estará sempre em minha memória, por isso não podemos deixar que esse absurdo e atentado contra o estado de direito democrático fique esquecido. Durante a reunião da Rede MULHER, ocorrida no ultimo dia 12 na OAB-SG, homenagem foi feita  a essa grande mulher,  que fica na história da justiça brasileira, da nossa luta em defesa dos direitos humanos das mulheres e na memória das pessoas de bem de São Gonçalo.
Descanse em paz, grande mulher ! Saiba, aonde estiver, que vc fez história e a diferença por onde passou.
Com meu respeito e pesar ,  solidarizo-me com a familia que certamente, nesse momento, deve estar sentindo a dor da saudade.
Um grande beijos e que os anjos te recebam na espiritualidade.
Marisa Chaves
Presidente do Conselho  Municipal dos Direitos da Mullher
Coordenadora do NEACA
Fundadora do MMSG

A juíza Patrícia Acioli, da 4ª Vara Criminal de São Gonçalo (RJ), foi morta com vários tiros no final da noite de quinta-feira (11) em Piratininga, no município de Niterói, Região Metropolitana do Rio de Janeiro. O crime aconteceu quando ela se aproximava da entrada do condomínio onde morava, no bairro Timbau.

No momento em que foi assassinada, a juíza, de 47 anos, estava sem seguranças. A polícia trabalha com a hipótese de emboscada e acredita que o crime tenha sido encomendado.

Patrícia dirigia seu Fiat Idea quando foi surpreendida por homens utilizando toucas ninja que estavam em duas motos e dois carros. No total, foram feitos pelo menos 15 disparos de pistolas calibres 40 e 45 contra a vítima, que morreu no local.

A polícia espera contar com eventuais imagens gravadas pelas câmeras de segurança existentes na portaria do condomínio para ajudar nas investigações.

Prisões e ameaças

O presidente do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ), Manoel Alberto Rebelo dos Santos, esteve no local do crime e disse que Patrícia havia recebido várias ameaças de morte.

Em algumas decisões da juíza, está a prisão de policiais militares de São Gonçalo, município da Região Metropolitana fluminense, que sequestravam traficantes e, mesmo depois de matá-los, entravam em contato com familiares e comparsas exigindo dinheiro para soltura. Patrícia também decretou a prisão preventiva de PMs acusados de forjar confrontos com bandidos, mortos durante a abordagem.

O nome da juíza estava ainda em uma "lista negra" feita pelo criminoso Wanderson Silva Tavares, conhecido como "Gordinho". Ele foi preso no Espírito Santo em janeiro deste ano e chefiava uma quadrilha de extermínio que agia em São Gonçalo e teria assassinado pelo menos 15 pessoas em três anos.